Olá, irmãs!

Gostaria de fazer alguns questionamentos.

Após citar o trecho de que o BLM é uma afirmação da humanidade dos negros, o texto afirma que "não há como cristãos serem contra o movimento". Mais à frente, é reconhecido que o BLM também inclui a agenda LGBT, e que portanto esse apoio deve acontecer com ressalvas.

Mas será que tal apoio, e mais especificamente o uso indiscriminado da tag #blacklivesmatter, deixa claro essas ressalvas? Reconheço que a frase "vidas negras importam" é em si mesma correta, necessária e cristã. Mas sabendo do contexto e da apropriação da frase por parte desse movimento específico, a frase solta acaba comunicando mais do que o que está contido nas palavras.

Ao dizer que "não há como não apoiar", ou que não recomendar o uso da frase significa "silenciar o assunto", o texto parece fazer uma equivalência necessária entre "lutar contra o racismo" e "apoiar o BLM" - como se a única maneira possível de combater o racismo fosse apoiando o BLM ou usando a linguagem do BLM. Acho essa postura complicada, pois acaba reforçando a ideia do monopólio da virtude por parte de um grupo específico, e constrangendo a consciência de quem não o apoia.

Apesar dessas discordâncias, fico feliz que o tema do racismo esteja recebendo mais atenção entre nós cristãos, e oro para que projetos como esse possam ser usados pelo Senhor para abençoar pessoas.

Deus abençoe!

Written by

Cristão, designer e amante da teologia. Também escreve no Coruja Teológica (www.corujateologica.wordpress.com).

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